Esta senhora, pelo que tenho visto na televisão, é que devia ser a tia do Zézito.Mas, como diz o meu mordomo, família a gente não escolhe.
TIVE A SORTE DE NASCER CÃO.

Bem sei que já não há dinheiro para aquelas obrinhas imprescindíveis do aeroporto e do TGV. Percebo que não vai dar jeito nenhum ficarmos sem aviões e comboios numa altura em que o gasóleo está tão caro e ninguém pode andar de carro a não ser aqui no meu bairro (mas isso é porque o meu bairro é de gente muito fina). E até sei, suprema desgraça, que o Sporting de Portugal perdeu com o clube espanhol do bairro de Carnide.
Eu tenho muitas dificuldades com a cooperação institucional. O meu mordomo, este Verão, levou-me para o Algarve com uns amigos dele e outro canito chamado Ruckie. Quando o vi entrar na mala do carro rosnei-lhe e passei a viagem a tentar arrumá-lo no lugar dele, que obviamente era do lado de fora. Quando ficámos os dois a sós pela primeira vez em casa, sem testemunhas, como convém, começou a violência doméstica. Eu tratei de tomar conta do sofá quando ele queria ir para o sofá e ele de ocupar o terraço quando eu queria ir para o terraço. Com o passar dos dias, cansados daquilo, optámos pela mútua ignorância. Foi a forma mais avançada de cooperação institucional que lográmos alcançar. Acho que não chegou para preencher os requisitos desse supremo entendimento entre dois seres vivos, para mim impensável, a que os biólogos chamam simbiose, mas foi o que se pôde arranjar.

Sou um cão sem complexos. E aquela cadelinha pastora alemã espanhola que conheci há uns meses era uma simpatia. Por isso, ontem fiquei alegrete.

Konrad
Estes dois andaram juntos na escolinha. A minha única consolação é saber que o de cá também vai ficar careca depressa.